A denominação de Hierarquia Angelical
acabou se impondo pelo uso e permanecendo,
pois o significado de Anjo
é mensageiro ou enviado.

A palavra vem do latim, angelus, do grego ángelos,
traduzindo o termo hebraico mal'ak.
Quando nos referimos a um Anjo,
não estamos tratando de um mensageiro comum
e isso fica bem evidente na tradução latina da Bíblica,
chamada de Vulgata.
Quando se refere a um mensageiro comum,
é usado o termo nuntios.
Quando se refere a um mensageiro celeste,
o termo empregado é angelus.

Fica claro, portanto,
a natureza celestial e o papel que desempenham,
intermediando o Criador e os homens.
Interessante observar também que em diversas
outras culturas e sistemas religiosos,
há menções a esses seres espirituais
que nós chamamos de Anjos.
Seu trabalho é incansável.

A cada momento,
marcam sua presença na Terra,
prestando ajuda, socorrendo,
levando e trazendo mensagens divinas,
num vaivém que nossos olhos e ouvidos não captam,
a menos que estejamos em perfeita sintonia com eles.
É essa sintonia, outrora familiar e até comum,
que se pretende resgatar.

As referências aos Anjos, na Bíblia,
surgem cento e oito vezes no Velho Testamento
e cento e setenta e cinco, no Novo,
sendo que dessas,
um total de setenta e duas aparecem no Apocalipse.

O fato mais importante a ressaltar, no entanto,
é que no Novo Testamento,
além de citações pelo próprio Jesus Cristo,
os anjos aparecem servindo-o,
como após sua tentação pelo diabo,
na passagem do deserto, conforme Mateus 4:11.

Além dessa passagem,
outra intervenção direta é na ressurreição de Jesus,
com a da pedra que fechava o sepulcro,
quando um anjo desceu do céu, removendo-a,
conforme revelado em Mateus 28:2.
Os outros evangelistas citam igualmente
a participação dos Anjos,
durante o ministério de Cristo,
como Lucas 1:11, Marcos 1:13 e João 1:51,
além de surgirem também nas Cartas dos Apóstolos
e nas revelações do Apocalipse,
onde são mencionados já no início do texto.

Durante os séculos,
estudiosos se debruçaram sobre as Sagradas Escrituras,
buscando estabelecer a correta relação dos Anjos
com Deus e seu papel em relação à Humanidade,
como Eusébio de Cesaréia, Atanásio, Basílio Magno,
Ambrósio de Milão, Jerônimo, João Crisóstomo,
Cirilo de Jerusalém, Cirilo de Alexandria,
Agostinho e Dionísio. Este, inclusive,
que realizou seus estudos
por volta do início do século VI,
foi quem estabeleceu
a divisão dos Anjos em três classes,
ou ordens, subdivididas, por sua vez,
em outros três níveis.

Essa divisão é aceita até hoje
e se caracteriza por determinar
a posição de cada Anjo em relação a Deus e aos homens.

A primeira Ordem, por exemplo,
estaria mais próxima de Deus
e mais distante dos homens.

A segunda, seria uma intermediária dessa três ordens,
já que a terceira estaria mais próxima dos homens
e mais afastada de Deus,
mas não menos qualificados para intermediar
as relações entre esses dois planos,
o de Deus e o do homem.

Segundo Dionísio,
esta é a Hierarquia dos Anjos até hoje aceita:

Serafins
Querubins
Tronos

Dominações
Virtudes
Potências

Principados
Arcanjos
Anjos

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